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FANTASMA PEDAGÓGICO

por feldades, em 07.03.15

A mídia não divulga, mas a Secretaria Estadual da Educação de São Paulo (SEE-SP) protagoniza, já há muito tempo, algumas mazelas. Vamos a elas:

 

1) Se feitas as contas o governo federal gasta, a cada três anos, mais de dois bilhões de reais na substituição de livros didáticos em todas as escolas públicas do País. E o que a SEE-SP faz? Desestimula os professores de sua rede a usar o rico material do MEC, exigindo prioridade no material elaborado por ela. Na prática, empurra-nos “goela abaixo” suas apostilas, cujo conteúdo não passou pelo crivo da academia. Diferentemente destas, os preteridos livros do MEC são avaliados e aprovados pelas mais conceituadas universidades do País.

 

2) Todos os anos a SEE-SP aplica uma prova, denominada SARESP, a alunos concluintes de cada ciclo. Dentre outras finalidades, serve para bonificar professores e funcionários das escolas que se sobressaírem na bendita avaliação. Mas, como as disciplinas avaliadas são apenas Matemática e Português, recai sobre o lombo dos infantes professores da área a incumbência de, “sob aplausos ou vaias”, alavancar sua escola ou pinchá-la ladeira abaixo.

 

3) Há, neste rico estado de São Paulo, uma categoria de profissionais da educação com diploma universitário contratada em regime de semiescravidão. Esta espécie de “subprofessores”, além de privada de direitos trabalhistas, tem que cumprir quarentena (afastamento sem remuneração) após determinado período de atividade.

 

4) Por alguma razão, professores convocados para reuniões pedagógicas não recebem “diária”, que deveria ser depositada numa conta do Banco do Brasil (não podendo ser poupança). Quem decidiu transferir sua conta-salário para outra instituição fica alijado do benefício. E não adianta espernear, pois não verá nem cor nem cheiro desses caraminguás, que deverão voltar para o Tesouro Estadual (ou para outro lugar, onde até Deus ignora).

 

5) Profissionais da educação são frequentemente convocados para reuniões com gente da DE (Diretoria de Ensino, mas que para mim continua sendo “delegacia de ensino” – e com minúscula, para melhor expressar minha fúria!) Nesse departamento, salvo raríssimas e honradíssimas exceções, viceja uma colônia de parasitas, que não faz outra coisa senão tomar café, falar de novela e BBB, além espezinhar a vida de professores. Ah, as reuniões..., e para que servem? Para tentar converter professores a um inovador método de ensino-aprendizagem.

 

Houve, no século passado, uma gente metida e desocupada desejosa de melhorar o ensino do "povo pobre e oprimido". Para tanto, cismaram de reinventar a “roda da educação”, adotando um método experimental. Esse assunto, que no final do século serviu de vomitório para gerações de estudantes e professores mais lúcidos, foi o “santo graal” para os menos iluminados. Mas, quando todos o sabíamos extinto para todo o sempre, eis que ressurge, do lodo em que estava sepultado, o fantasmagórico zumbi denominado “construtivismo”. E ele já me espreita!

 

FILIPE                                                                                 

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3 comentários

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De Carlos lopes a 07.03.2015 às 14:09

Puxa, é mais complicado do que eu poderia imaginar.
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De Everton Souza a 07.03.2015 às 19:19

O ponto 1 deste texto é um tanto quanto instigante. Até hoje me pergunto como é que o Estado pode ser tão negligente com relação ao que já existe de pronto e certo. Acho que o motivo para isso deve ser algo que comumente denominamos de "cabide de emprego", não sei se me faço entender.
O ponto 3 é de se pensar muito, ainda mais quando já se passou por essa situação. Dei aula um ano como Cat. O e percebi que um servente de pedreiro (nada contra quem o é) é muito mais querido e valorizado.
O ponto 5 traduz uma realidade cruel que pode ser posta em paralelo com o que comentei sobre o ponto 1.
Enfim, a pergunta que se nos fica é: onde tudo isso vai parar?
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De IMACULADA a 09.03.2015 às 02:37

Felipe, quando morei na Bahia, trabalhei durante 05 anos em uma instituição de Ensino e nos 02 primeiros em sala de aula, e o método de ensino era construtivismo. Para ser sincera não gostei, pois meu filho que estudava na mesma escola, sofreu na pele a deficiência do ensino, teve muita dificuldade principalmente em gramática, quando mudou para uma escola particular. Ele teve que fazer aula de reforço em matemática e português, para conseguir acompanha a turma. Ainda bem que ele é muito estudioso e conseguiu vencer essas barreiras. Gostei de você voltar ao tema educação novamente. Não pode se calar diante de assunto tão importante para o futuro de nossas gerações. Abraços.

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