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Sim, ele ganhou as eleições, tem maioria no legislativo e na corte suprema e agora pode mandar no mundo todo (ou quase) e decidir a vida de todos nós: a minha, a sua e a de seu cunhado – sabe quem é, né?... Pois então, até na dele. O preço da comida, do remédio, da sepultura... tudo isso será radicalmente afetado daqui pra frente em razão dessa eleição. Isso porque uma legião de magnatas, os donos das tais big techs, cujo patrimônio somado supera muitas vezes o PIB brasileiro, darão as cartas no governo de Donald Trump. E o chicote já começou esquentando o couro de imigrantes, que estão sendo deportados como se fossem terroristas. Além dos “açoites”, as algemas nas mãos e nos pés evocam a triste lembrança do tráfico de africanos escravizados.
Pausa para estes dados do Instituto Akatu: “Em 2006, os 65 países com maior renda, que somam 16% da população mundial, foram responsáveis por 78% dos gastos em bens e serviços. ‘Somente os americanos, com apenas 5% da população mundial, abocanharam uma fatia de 32% do consumo global’. Se todos vivessem como os americanos, o planeta só comportaria uma população de 1,4 bilhão de pessoas”.
Numa continha de botequeiro, imagine que num boteco haja vinte pessoas de várias nacionalidades, dentre elas, um norte-americano e dois europeus. Na estufa há vinte pastéis a serem distribuídos, sendo um pastel pra cada cliente. Só que “deu ruim”. O americano avançou em seis pastéis pra comer sozinho; os dois europeus pegaram cinco cada, sobrando apenas ‘quatro pastéis’ na estufa para matar a fome de ‘dezessete pessoas’. Fui didático?
Observe que as informações acima são bem antigas, e isso significa que os dados atuais devem ser ainda mais obscenos. Como se não bastasse essa odiosa estatística, os mandachuvas estadunidenses ainda querem aumentar sua participação no consumo, deixando à míngua todo o resto da população. O pior é que muita “gente boa”, que lê bíblia ou reza terço, apoia aquele Calígula, que pode ser também Herodes, Nero ou Lúcifer
Trump e sua trupe sabem que o futuro do planeta está no hemisfério norte, bem no Ártico, e que o aquecimento global fará com que aquelas terras sejam agricultáveis e os mares navegáveis. Num futuro próximo, a vida será por lá, não aqui, e não à toa o ‘ogro’ tem ameaçado anexar o Canadá, invadir a Groelândia e rosna para a Rússia. Eu disse Rússia? Ah, sim, ela mesma. Só que ali a coisa é bem mais complicada pra ele, sabe por quê? Porque os russos têm armas nucleares, e nessa beligerância, apenas quem tem arsenal nuclear tem soberania. Prova disso é que a minúscula e miserável Coréia do Norte não é incomodada por ninguém, nem por Trump. Quem tem coragem de tocar numa casinha de marimbondo?... Pois bem, os norte-coreanos são marimbondos.
Talvez o Trump, já um trapo, não saiba que todos morreremos. Hoje todo-poderoso, amanhã será lavado e trocado por um imigrante latino (os nativos de lá não fazem esse serviço); depois de amanhã será pasto para os vermes, e a soberba não o salvará desse “final feliz”.
Termino parafraseando Mário Quintana, o Poeta das Coisas Simples: ‘Trump, sua trupe e sua tropa, que estão atravancando nosso caminho, passarão; nós passarinho”.
FILIPE
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