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O PROFESSOR E A MORTADELA

por feldades, em 13.02.16

Publicado originalmente em 29/07/2011 - "blogdofilipemoura.com"

 

Tal como a mortadela, todo professor de ensino básico – aquele que trabalha com crianças e adolescentes – deveria exibir um rótulo apontando o seu prazo de validade. Isso mesmo. Digamos que, no caso do professor, seu ocaso fosse fixado ao completar 50 anos (de idade!). Portanto, aos 50, esse profissional deveria ser recolhido por estar vencido e impróprio para o “consumo” dos alunos. Deixaria de vez sua cadeira, que já foi cátedra, e se sentaria num banco. No banco da praça, por exemplo.

 

Aos 50, já não se tem aquela disposição de repetir inúmeras vezes ao jovem colegial que “quatro vezes zero não é quatro"; que carteira escolar não é bola de futebol para ser chutada; que sala de aula não é quadra de esportes; que a mãe do professor não é meretriz etc. Também não se deve “mandar” o anoso professor..., pois ele não vai. E não adianta insistir, porque ele não vai mesmo! [Se é que me fiz entender]

 

Aos 50, também não fica bem e chega a ser ridículo usar expressões do tipo: “ de boa!” “demorô, vacilão!”, ou “fala sério, galera!”, ou ainda “caraca, meu!”. Tais expressões são para os jovens. E os maduros que se calem ou pulem fora. E aos 50, tem de pular fora mesmo!

 

Infelizmente, muitos professores continuam na ativa, mesmo após cumprido seu tempo regimental para se aposentar. Alguns, que são exceção, são verdadeiros missionários do ensinar-e-aprender. Merecem nosso respeito e devem ser aplaudidos de pé. Muitos outros, porém, são uns crápulas. Nunca levaram a sério a profissão, que nunca abraçaram, e permanecem no cargo engrossando as estatísticas, municiando os institutos governamentais que são ávidos por aumentar o tempo de contribuição de qualquer trabalhador.

 

Pois bem, voltando à mortadela, vencido o prazo, ela fica rançosa e meio visguenta. Talvez o professor nem chegue a tal bolor, mas certo bafio anuncia a hora da despedida. Aos 50 anos, tchau!

 

FILIPE

 

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2 comentários

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De Everton Souza a 13.02.2016 às 21:55

Esplêndido texto! Curto, simples, mas com uma mensagem intrigante. Vou pensar muito sobre isso, e quando eu chegar aos 50, tenho certeza que me lembrarei disso.

Genial, Felipe!
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De IMACULADA a 15.02.2016 às 00:35

Olá Filipe! Não me lembro de ter tido a oportunidade de ler esse texto na primeira vez que o postou.
Tenho 03 cunhadas que trabalharam a vida toda com educação, hoje elas estão aposentadas, mas testemunhei um período da vida delas quando elas dobravam turnos, sempre reclamando do salário e dos alunos que não levavam a sério a educação.
Fiz magistério com o sonho de ser professora, porém não consegui exercer a profissão, fiquei apenas 03 longos anos ensinando. Valeu a experiência e hoje aplaudo de pé todos que conseguem se aposentar como professor! Vejo como a mais sublime das profissões. Abraços.

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