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O VOTO DOS ESTULTOS

por feldades, em 07.10.16

Publicado no 'blogdofilipemoura' em 05/10/2012

 

Estava planejando dar sequência ao tema anterior, mas alguma coisa está acontecendo por cá, o que me fez mudar de assunto. Convido o bravo companheiro a se retirar, pois a prosa do momento poderá aborrecê-lo bastante. Portanto, tchau!

 

Já que me encontro só, sinto-me à vontade para dar uma esvaziada em minha peçonha e aproveito para atacar as incultas massas pela sua voluntária (e talvez providencial) burrice. Ser pobre quase nunca é opção, mas a estultícia chega a ser uma vocação. “Por que o escriba se incomoda tanto com seus pares?”, teria perguntado o recém-despedido leitor. Explico.

 

Pobre é pobre, rico é rico. Desde que o homem desceu da árvore e a sociedade foi se organizando, essa diferença se faz cada vez mais intensa. Aliás, é falacioso o termo “sociedade”, assim no singular. Nós não vivemos em “uma sociedade”, pelo simples fato de ela não ser única. Poderíamos dizer que vivemos em “sociedades”. Há, grosso modo, duas delas: a dos livres e a dos servos. Talvez a segunda seja ainda mais plural, pelo fato de muitos pobres arrotarem fortuna que jamais terão. Esses desafortunados, metidos a besta, acabam servindo aos interesses dos ricaços, principalmente eleitoralmente. Prova disso, é a tendência do eleitorado socialmente marginal em se aglutinar à elite. Carangos e casebres ostentam os mesmos pôsteres que carrões e mansões. A impressão é de que há candidaturas tão cândidas que reúnem, num só projeto, os interesses dos mais extremos e diametralmente opostos estamentos sociais.

 

“Em quem votar, se todos são iguais?”, essa é uma pergunta típica de quem, cooptado pelos plutocratas, já “entregou a alma ao demo”. A moeda recebida talvez nem passe de um sorriso, ou de um aperto de mão. Alguns de nós, da banda pobre, só de receber um aceno de um doutorzinho-candidato já ficamos ouriçadinhos. Quanta carência de brios!

 

Há quem interprete de forma equivocada os dizeres de Cristo, quando amaldiçoara magistralmente os ricos. Para este escriba, não há nada a retificar naquele dito. O Mestre foi enfático no que diz e sabia muito bem do que estava falando. A única observação que cabe aos teólogos talvez seja esta: Cristo nunca afirmou que basta ser desprovido de posses para tomar posse no seu Reino. Até por que, o que há de pobre soberbo... O endereço, o bolso, o estômago, até o piloro é de pobre. Mas a cabeça é de rico. Uns estultos!

 

A alguém que se aventurou por esta espinhenta e pedregosa seara e veio até aqui, apresento minha gratidão não sem antes pedir “insinceras desculpas”. Este texto deve ser como um daqueles, comentado por um amigo leitor: “É para ser lido e esquecido; quiçá nem publicado!”.

 

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