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OBRIGADO, FREI JOÃO!

por feldades, em 04.03.16

Publicado no jornal “A Tribuna” de Amparo, edição de hoje.

 

Tudo é graça, mas nem tudo é de graça”, com essa frase, Frei João costuma pontuar suas ricas homilias proferidas na Igreja Matriz de S. Benedito, em Amparo. Profético, sua mensagem soa como um segundo lema para a Campanha da Fraternidade deste ano. Deus nos deu de graça esta Casa, mas é nossa responsabilidade preservá-la para que todos possamos viver dignamente, ensina. Com isso, ele também nos exorta para o compromisso de cristãos: assumir a tarefa de cuidar bem uns dos outros nesta vida terrena e seremos recompensados com a prometida Vida Eterna.  

 

Mas Frei João está de saída. Quis a Providência que fosse transferido a fim de levar sua mensagem a outras gentes, que se encontram famintas e sedentas da Palavra de Deus. Com certeza, ele nos fará falta. Mas, com mais certeza ainda, aqueles se alegrarão com sua chegada.

 

 A Igreja não pode ser estática, mas dinâmica – como dinâmica é a Criação. Foi a partir do movimento, que se criaram as estrelas, os planetas e a vida – o primeiro motor.  Também é preciso revolver o solo, que é a nossa Igreja, para que se semeie e a semente germine. Assim, a planta cresce, floresce e frutifica. E revolver o solo é feri-lo, é romper a sua estática para que ele se torne mais fértil.

 

Mover-se, sair da zona de conforto; deixar a praia, lançar-se ao mar; avançar para as águas mais profundas, enfrentar os riscos da empreitada... Isso requer coragem, e coragem não falta a um franciscano da estirpe de Frei João. Laborioso, sempre participou do trabalho duro na montagem e desmontagem de barracas da quermesse, carregando pesadas barras de ferro e muitas vezes embaixo de chuva. Solidário, nunca se negou a visitar um doente, levando-lhe os Santos Óleos ou uma palavra de conforto. Evangelizador, sempre enfatiza a Doutrina Social da Igreja em suas prédicas, numa árdua defesa dos empobrecidos.

 

Na Igreja, somos todos semeadores e a semente é a Palavra, que deve produzir frutos de fé, de esperança e de caridade. O Frei João, como portador da boa semente, cultivará outros campos, enquanto devemos cuidar deste ‘roçado’ deixado por ele.

 

Foram quinze anos de intenso trabalho como pároco na comunidade de São Benedito, onde pôs em prática a recomendação do Papa Francisco:  ‘Sair da sacristia e sujar os pés com barro para levar a Palavra ao povo’. Em tempos de “pés limpos e almas sujas”, há que se louvar a atitude de quem não se furta a “sujar os pés para lavar as almas”.

 

Obrigado por tudo, Frei João. Peço a Deus que continue abençoando seu trabalho e cubra de êxito sua nova missão. Como o senhor sempre nos diz alto e bom som ao final de cada celebração: Paz e Bem!

  

FILIPE

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5 comentários

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De Everton Souza a 04.03.2016 às 16:54

Grande frei "Jão". Quanto ele me aconselhou na época em que era bem jovem. Sempre o admirei, sempre vi nesse homem de Deus algo diferente. Que Deus abençoe essa nova jornada dele, feliz será o povo que haverá de recebê-lo.
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De Anónimo a 05.03.2016 às 01:13

Com esse trabalho árduo feito por Frei João, vimos a ação de Jesus Cristo através de sua atividade . Deus continue o abençoando.
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De aureliano a 05.03.2016 às 20:20

Uma vez queriam segurar Jesus por causa dos milagres que fazia e da palavra boa que pregava. Mas ele disse: "É necessário que eu anuncie a boa nova do Reino de Deus também às outras cidades, pois essa é a minha missão” (Lc 4,43). O Filipe sempre falou muito bem deste Frei João. Certamente é um homem de Deus. E as coisas de Deus precisam ser difundidas. O perfume dentro do vidro não tem sentido nenhum. Se o frade espalha "o bom odor de Cristo", na expressão de São Paulo, não o detenhamos.
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De Carlos Lopes a 05.03.2016 às 22:56

Conheci o Frei João logo no início de sua chegada na comunidade de São Benedito e assisti várias missas e quando pensava em voltar à Amparo, Frei João fazia parte das pessoas que gostaria de encontrar novamente; não lamento, o que você escreveu é o certo, contudo, confesso que sinto uma pontada de tristeza.
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De frei Gabriel a 10.03.2016 às 13:48

O Filipe já havia partilhado comigo há alguns dias da saudade que deixaria a transferência do Frei João. Conheci-o bem pouco. Algumas palavras trocadas na sacristia. Ele é assim mesmo como o descreve Filipe. Manso, humilde, olhar sereno, alegria discreta, mostrando-se feliz com sua vocação franciscana e sua missão presbiteral. Vi-o pregando: gestos simples, celebração piedosa, mas sem nenhum exagero, pregação concentrada nos aspectos essenciais, vocabulário acessível a todos, mensagem evangélica de estímulo, conforto, orientação e paz. Filipe nos fala dessa disponibilidade para ir, para outros campos de missão. É sempre duro deixar de estar perto de quem amamos. Mas essa itinerância nos faz bem: lembra-nos a transcendência de nossa existência neste mundo, como peregrinos a caminho da pátria permanente, semeando o bem por outras paragens, mas também contemplando outras lindas messes prontas para a ceifa, outros frutos maduros do Espírito que sopra onde quer... Que o nosso querido frei João continue sendo verdadeiramente franciscano: instrumento da paz e do bem por onde pisarem seus abençoados pés e por onde tocarem suas santificadas mãos.
Frei Gabriel

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