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ÁGUA

por feldades, em 22.03.14

O Sudeste vai virar deserto? Decerto que não, mas os nordestinos estão em melhor sorte do que os “sudestinos”, pelo menos em números pluviométricos.  No Nordeste tem chovido mais que no Sudeste, e isso tem afetado humores e planos de políticos paulistas. O governador do estado, que gosta de se apresentar como médico, mas do ofício deve ter aprendido apenas a aplicar injeção – vira e mexe está ele na TV com uma agulha espetada em alguém –, anda em apuros. Sem a colaboração de São Pedro, seu melhor “cabo eleitoral”, sua “re-re-re-eleição” poderá ir para o ralo. Sem água em casa, o eleitor dificilmente votará num grupo – há duas décadas encastelado no poder estadual – que não investiu um vintém em infraestrutura hídrica para seu povo. É esperar para ver, mas nem sei se quero mesmo que chova este ano, sabe?... Xô, Geraldo Agulha!

 

Nunca desperdicei água e nem outra coisa nesta vida que Deus me emprestou. “Econômico” poderia até ser um de meus sobrenomes, pois costumo ser bastante ponderado nos gastos. Não frequento shoppings, leio jornal alheio e evito ir ao cabeleireiro. Talvez isso tenha me proporcionado algumas frustrações amorosas pela vida, que já se alonga. A julgar pelo que ouvi recentemente de um irmão... Com inesperado exagero, ele disse que meu cabelo está tão mal cortado, que parece ter sido aparado a facão. Assim não vale, mano!

 

Mas, voltando à economia de água, quero registrar um fato pitoresco. Certa vez, decidi reaproveitar toda a água utilizada em casa. Naquela ocasião, um amigo, que costuma me acompanhar nestas mal traçadas, viera me visitar. Expliquei a ele que eu estava usando toda a água da lavação de verduras na rega de plantas etc. Ele aprovou maravilhado. Disse-lhe também que a sobra dessa água era armazenada nuns baldes para lavar a área e outras partes cimentadas do quintal. Gostou, tornando-se ainda mais encantado. Eu ia me animando com o que lhe dizia, pois ele me parecia cada vez mais entusiasmado. Mas... “Pra que aquela bacia embaixo do chuveiro?” – perguntou-me entre curioso e irritado. “Ah, eu me esqueci de avisar. É que o banho deverá ser tomado assim: você pisa dentro da bacia, abre o chuveiro e toma seu banho normalmente. Após terminar, despeja a água da bacia naquele balde que está lá dentro. Assim, quando você fizer “aquelas coisas”, aproveita a água do banho para a descarga na privada!”.

 

Custei pra perceber, mas o silêncio do amigo, desta vez me olhando fundo, não era mais de admiração. “Não, assim já é demais! Economia tem limite. O que você faz com a água da pia da cozinha, tá certo. Mas... Tira aquela bacia de lá, pois assim eu nem tomo banho! Pra mim, você tá doido!”. Tentei disfarçar minha vergonha diante do amigo e retirei balde e bacia do banheiro, para nunca mais voltar com eles pra lá.

 

Mas, pensando bem, e se começar faltar água?... Será que custa caro um balde? Ainda há bacias nos armazéns? Preciso ver essas coisas...

 

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